terça-feira, 14 de janeiro de 2014


...
Foi um erro
Um acaso
Uma inconstância
Uma reticência 
Uma loucura
Uma lembrança...

Eu queria "Cicerar " e dizer : "Fica um pouco mais... que tal mais um café? "
É engraçado como os romances mais bonitos se assemelham aos sonhos. Eles não se encaixam ao nosso tempo, a nossa vida, aos nossos sentimentos. São pessoas até então desconhecidas, histórias que terminam meio sem fim, começam sem sentido, é tudo meio confuso, turvo, fosco, desfocado...
Foi assim que essa começou... tudo meio desfocado. Eu muito bêbada, muito lenta, com uma alegria e uma gargalhada desesperada que não cabia em mim.
Tem dia que a alma da gente brilha, aquele era um dia desses pra mim.
Minha vida amorosa estava uma bagunça, eu não sabia mais o que fazer pra ser perdoada, nem sabia se queria e nem se eu perdoaria também ... Misturei toda a bagunça da minha mente em uma garrafa de Dreher sem limão e sem gelo. Nada que facilitasse. Eu queria explodir FELICIDADE  e FODA-SE, rir, chorar, cantar, berrar e vomitar felicidade e foda-se. Queria brindar a vida... comemorar! Foi assim que minha tristeza deus as  mãos a minha lucidez e partiu !
No meio da  tontura e após uma D.R  inútil pelo celular, aquela voz em chamou. Eu não estava entendendo nada... só a voz... e depois veio um beijo que me fez girar e girar e girar até que.. OPS! o efeito do Dreher passou, havia outra coisa me embebedando agora. Eu só lembro que foi amor, magia, álcool e batatas fritas. Queria ter passado pelo menos uns 119 anos naquela noite.
Na despedida, eu, bêbada falante que sou, tentei falar um monte de coisas bonitas e no fim das contas só saiu um monte de coisas sem sentido e algo com a música do MATANZA "ela roubou meu caminhão". O mais esquisito é que na minha brisa, mesmo eu não falando anda com nada, ele parecia entender nas entrelinhas as frases "paixão a primeira vista" e "não quero que acabe ".


A RESSACA


Eu te queria solto, te queria livre e te queria meu.
Queria te ver vivendo a vida, almoçando almoço de domingo, vivendo arte, jantando amor. 
Mas te queria em mim, te queria comigo, não por acaso, queria que desejasse estar aqui.
Jurei a mim mesma que se quisesse ficar eu lhe sorriria todos os dias sem nenhum esforço.
   Mas esse meu jeito justo, calculista e orgulhoso não me deixava pedir. Primeiro por saber que eu estava errando, e segundo por saber que não ficaria. Eu era só uma válvula de escape.
E pra mim você era tudo, era a solução pra minha marra, um motivo pra sorrir, alguém com quem eu gostaria de partilhar as coisas, ver o mar, namorar, fugir pro mato e ter 12 filhos...



Era tudo um sonho até você me jogar da cama.
Eu decorei seu cheiro, sua voz, seu jeito e esqueci do meu. A menina marrenta se abriu se arriscou e se iludiu como uma idiota.
Não posso nem ao menos te culpar, foi tão ridículo da minha parte acreditar que em algum lugar do mundo haveria um amor destinado a mim...


é que eu sou durona e não me abalei.
eu sou durona e não chorei
eu sou durona e toda vez que eu te ver vou abrir um sorriso e desejar boa noite
eu sou durona e te deixo ir embora levando meu doce sonho e o que podia ser uma história.

"E eu sei, se eu insistir agora você não vai crer, vai rir de mim,
E me deixar sozinho aqui. " 

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